As duas fases do financiamento na planta
Ao comprar na planta você geralmente lida com dois momentos distintos: o período de obra (pago diretamente à construtora) e o financiamento bancário (contratado quando o imóvel fica pronto). Separar essas fases na cabeça é o primeiro passo para não se perder nas contas.
1. Durante a obra: fluxo com a construtora
Nesta fase você negocia diretamente com a incorporadora — Rôgga, Vetter, CILL ou Santer — um plano com entrada, parcelas mensais, balões (reforços semestrais/anuais) e parcela das chaves. É a etapa mais flexível: dá para diluir a entrada em vários meses, o que reduz muito o esforço inicial.
2. Na entrega: financiamento bancário (SBPE)
Quando o empreendimento é entregue, o saldo restante costuma ser financiado pelo SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), com prazos que chegam a 35 anos. É aqui que entram os grandes bancos, a análise de crédito e a escolha do sistema de amortização.
FGTS: seu aliado
O saldo do FGTS pode ser usado para compor a entrada, amortizar o saldo devedor ou abater parcelas — desde que o imóvel se enquadre nas regras (uso residencial, valor dentro do teto do SFH, comprador sem outro financiamento ativo na mesma cidade). Para muitos compradores, o FGTS é o que viabiliza o negócio.
SAC ou Price?
- SAC: parcelas começam mais altas e caem ao longo do tempo; paga-se menos juros no total.
- Price: parcela fixa do começo ao fim; entrada mais suave no orçamento, custo total um pouco maior.
Regra prática: quem tem fôlego no orçamento hoje ganha escolhendo SAC; quem prioriza previsibilidade tende ao Price.
Antes de assinar
Confirme a renda comprovada (a parcela não deve passar de ~30% da renda familiar), organize a documentação e simule em mais de um banco. Vale muito comparar as condições de comprar na planta versus pronto e entender antes a documentação necessária em SC.
Quer ajuda para simular o financiamento de uma unidade específica? ou veja os imóveis disponíveis.